Todas as vezes que você me puxava contra o seu peito e me envolvia em seus braços, eu me sentia segura. Nunca tive coragem o suficiente para admitir o tanto que me sentia protegida perto de você. Todas as vezes que me puxava pra dentro da calçada e entrelaçava os seus dedos nos meus sabia que era sua forma bonitinha de dizer o quanto se importava.
Aprendi a não ficar brava com o seu excesso de zelo e a confiar nos seus conselhos improvisados entre um entardecer e outro. Você tinha um medo absurdo de me ver perdida, guiava os meus passos confusos e subtraía toda a minha insegurança com a mão estendida sempre a postos para me sustentar.

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